China atualiza norma de roupa esportiva profissional e inclui requisito sobre PFAS
A GB/T 21980-2026 vale desde 1º de novembro para roupas esportivas e equipamentos de proteção feitos sobretudo de tecido plano. O regulador chinês diz que ela dá uma base técnica unificada para produzir, testar e comprar esses produtos.

A Administração Estatal de Regulação do Mercado da China (SAMR) informou em 3 de novembro que a norma nacional GB/T 21980—2026, “Especificação técnica geral para roupas esportivas profissionais e equipamentos de proteção”, está em vigor desde 1º de novembro. Publicada em 30 de abril pela SAMR e pela Administração de Normalização da China, ela substitui por inteiro a versão de 2017. Segundo a SAMR, a norma dá uma base técnica unificada para a produção, o teste e a compra desses produtos.
O escopo é específico. A norma vale para roupas esportivas profissionais e equipamentos de proteção feitos principalmente de tecido plano (机织物) e não se aplica a roupas para bebês de até 36 meses. Produtos para crianças de mais de 3 até 14 anos também precisam cumprir a norma de segurança GB 31701.
Pelo prefácio da norma, a nova versão acrescenta requisitos para compostos per e polifluorados (PFAS), resistência à ruptura, resistência ao estouro, formação de bolinhas (pilling), resistência de costuras em outras partes da peça e aparência após lavagem e secagem. Também passa a avaliar proteção contra vento, isolamento térmico, antiestática, ação antibacteriana e eliminação de odor, e muda os requisitos de secagem rápida e de resistência à pressão de água. O requisito de proteção contra raios ultravioleta da versão de 2017 foi retirado. O teste de PFAS segue o método GB/T 31126.1.
A SAMR diz que a norma endurece os requisitos de durabilidade, como resistência à ruptura, bolinhas e aparência após lavagem, para evitar costuras abertas, rasgos, bolinhas e pouca resistência à lavagem em uso intenso. Peças de secagem rápida passam a ser avaliadas por absorção de água, tempo de difusão da gota, altura de capilaridade e taxa de secagem; as antibacterianas, pela taxa de inibição de bactérias; as térmicas, pela taxa de retenção de calor; e as antiodor, pela redução de compostos de odor. Na aparência, o desvio do fio na gola, no corpo, nas mangas e nas calças não pode passar de 3%.
É a segunda revisão da norma, criada em 2008 e revista em 2017. Trata-se de uma norma nacional recomendada (o “T” de GB/T), não obrigatória. Entre os autores estão entidades de teste têxtil de Xangai e de Fujian e marcas chinesas como Anta, Li Ning e Toread (探路者).
Leitura CSP: para o importador brasileiro de roupa esportiva, uniforme ou equipamento de proteção têxtil, a GB/T 21980-2026 é uma lista pronta do que pedir ao fornecedor chinês. Como a norma é recomendada, ela só pesa na negociação se o contrato ou a ficha técnica citarem a versão de 2026 e o laudo de um laboratório. Peças de malha, comuns em camisetas esportivas, ficam fora deste escopo e precisam de especificação própria. Esta leitura é nossa, não da SAMR.
Fontes originais
- SAMR (市场监管总局): nota sobre a entrada em vigor da GB/T 21980—2026
- Plataforma nacional de normas (全国标准信息公共服务平台): ficha da GB/T 21980-2026
- Prévia do texto da norma (prefácio e escopo), via gb-gbt.com
- China News Service (中新网)
- chinastandards.org: ficha da GB/T 21980-2026 (tipo recomendado)
Leitura CSP marca a interpretação da redação; o resto vem das fontes citadas.
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