China fica com 81,8% das encomendas mundiais de navios em 2026, enquanto aço para construção perde fôlego
Novos pedidos dos estaleiros chineses sobem 163,2% até setembro. Do outro lado, a demanda aparente por vergalhão cai ao menor nível em quase quatro anos.

Os estaleiros chineses entregaram 58,05 milhões de toneladas de porte bruto (tpb) de janeiro a setembro de 2026, alta de 50,7% sobre o mesmo período do ano passado, segundo o boletim matinal da Mysteel de 23 de outubro. Os novos pedidos somaram 175,29 milhões de tpb, alta de 163,2%, e a carteira de encomendas chegou a 399,13 milhões de tpb no fim de setembro, 64,8% a mais.
Com isso, a China responde por 63,6% das entregas, 81,8% dos novos pedidos e 72,4% da carteira de navios do mundo, de acordo com o mesmo boletim.
O aço para construção vai no sentido contrário. Na semana, a demanda aparente por vergalhão caiu sazonalmente para 2,0103 milhões de toneladas, o menor nível em quase quatro anos. O estoque total dos cinco principais produtos de aço recuou 320,8 mil toneladas, para 14,4775 milhões de toneladas.
Em 22 de outubro, o tarugo comum de Qian'an, em Tangshan, teve o preço de saída de fábrica com impostos reduzido em 10 yuans, para 2.930 yuans por tonelada, segundo a Mysteel. O mesmo boletim informa que a Taiyuan Heavy Industry (太重) colocou em operação o maior laminador de tubos com costura reta do país, de 2.800 mm, para tubos de 600 a 2.800 mm de diâmetro.
Leitura CSP: o boom dos estaleiros puxa chapa grossa, tubo e flange, enquanto o aço de construção perde demanda dentro da China. Para quem compra aço chinês, essa divergência pode pesar de forma diferente no preço de cada produto. Esta leitura é nossa, não da Mysteel.
Fontes originais
Leitura CSP marca a interpretação da redação; o resto vem das fontes citadas.
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