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Química

China abre antidumping contra paranitrotolueno da União Europeia

O insumo químico é usado em corantes, pigmentos, defensivos e fármacos. Pequim diz que o preço europeu caiu quase 60% em quatro anos.

Tanques e tubulações de planta química ao entardecer
Imagem ilustrativa gerada por IA · CSP

O Ministério do Comércio da China (MOFCOM) abriu em 3 de outubro de 2026 uma investigação antidumping sobre importações de paranitrotolueno (PNT) originárias da União Europeia. O pedido foi apresentado em 14 de setembro pelas fabricantes Jiangsu Huaihe Chemical e Hubei Dongfang Chemical, em nome da indústria chinesa.

O produto, classificado no código 29042020 da tarifa chinesa, é usado para produzir p-toluidina, ácido DSD, ácido p-nitrobenzoico e TDI, entre outros, com aplicação em corantes, pigmentos, defensivos agrícolas e fármacos. O período de investigação de dumping vai de 1º de julho de 2025 a 30 de junho de 2026, e o de dano, de 1º de janeiro de 2022 a 30 de junho de 2026. A conclusão deve sair até 3 de outubro de 2027, com possível prorrogação de seis meses.

Segundo o porta-voz do MOFCOM, as provas iniciais indicam que o volume importado da UE ficou alto entre 2022 e 2025 e que o preço caiu quase 60% no acumulado. O porta-voz afirmou ainda que a UE abriu 28 investigações de defesa comercial contra a China desde 2025, cerca de metade sobre produtos químicos, e pediu diálogo.

Leitura CSP: o volume do PNT é pequeno, mas o caso mostra que defesa comercial em químicos virou instrumento de negociação entre Pequim e Bruxelas. Quem compra intermediários químicos chineses deve acompanhar se novas investigações atingem insumos da sua cadeia. Esta leitura é nossa, não do MOFCOM.

Fontes originais

Leitura CSP marca a interpretação da redação; o resto vem das fontes citadas.

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