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Startups · Peças sob medida

Haizol, de Xangai, aposta em agentes de IA para cotar peças sob medida em fábricas chinesas

A plataforma liga compradores do mundo todo a fábricas de usinagem, moldes e fundição. Em abril, lançou agentes de IA que, segundo um vice-presidente, cotam em menos de 20 minutos um produto com dezenas de desenhos.

She Ying, fundadora da Haizol, discursa com microfone em evento da empresa
She Ying (佘莹) · Fundadora e presidente da Haizol · Foto: divulgação/Haizol, via cinic.org.cn

A Haizol (海智在线) é uma plataforma de Xangai para comprar peças fora de catálogo, feitas a partir de desenho: usinagem CNC, chapa metálica, moldes de injeção, fundição e estampagem. O comprador envia o arquivo CAD com material, tolerâncias, quantidades e certificações exigidas, e o pedido de cotação vai só para fábricas que passaram pela verificação da plataforma e pagam assinatura. Segundo a empresa, as cotações chegam em cerca de 24 horas, e 90% dos pedidos recebem preço de oito fábricas ou mais.

Em abril de 2026, a Haizol lançou uma bancada de agentes de IA para equipes de desenvolvimento, compradores e fábricas, segundo reportagem publicada em julho pela Comissão de Economia e Informatização de Xangai. O vice-presidente Xu Xiang (徐香) disse que um engenheiro experiente leva pelo menos de 5 a 10 minutos para cotar um único desenho e que um produto com dezenas de desenhos tomava boa parte do dia. “Hoje resolvemos todas as cotações em menos de 20 minutos”, afirmou. Segundo ele, os agentes entendem o pedido, leem o desenho, separam os processos, apontam riscos e montam o preço.

A reportagem traz um exemplo do lado da fábrica. Zhou Zhenhua, responsável por uma oficina de usinagem de Dongguan, contou que a ferramenta encontrou um erro de medida no desenho de um cliente italiano de chapas antes da produção. O cliente confirmou o erro, e o retrabalho foi evitado. Sem a IA, disse ele, o problema só apareceria depois da programação das máquinas.

A base por trás disso, segundo a empresa, tem 800 mil fábricas chinesas descritas por mais de 300 etiquetas de equipamento, processo e capacidade, e 300 mil compradores de 117 países. Em junho de 2025, quando anunciou a Série B+, a Haizol falava em mais de 700 mil fábricas e 280 mil compradores de 107 países. Segundo um perfil publicado em 2025 pelo Chuangyebang (创业邦), foram lançados na plataforma 22,6 bilhões de yuans em pedidos em 2024, e o volume acumulado de compras passava de 100 bilhões de yuans.

A Série B+, de mais de 100 milhões de yuans, foi liderada pelo 国家服务贸易创新发展引导基金, fundo nacional de orientação para a inovação no comércio de serviços, com participação de 上海漕河泾临方投资, 孚腾资本 e 杭州高新金投梧桐基金. A empresa disse que usaria o dinheiro em ferramentas de IA e para conquistar grandes compradores e mercados emergentes no exterior.

She Ying fundou a Haizol em 2015 com sete cofundadores. Antes, passou seis anos e meio numa plataforma B2B industrial americana, onde começou como vendedora e chegou a CEO para a Ásia-Pacífico. O modelo de receita, segundo a empresa, é a assinatura paga pelas fábricas: o comprador não paga para cotar, comparar propostas nem pelo gerente de conta. A plataforma oferece três níveis de sigilo: sem NDA, o NDA padrão da Haizol ou o NDA do próprio comprador, que a fábrica precisa assinar e enviar antes de ver o arquivo.

Leitura CSP: para o importador brasileiro de peças sob desenho, a Haizol resolve o passo mais lento do sourcing, que é achar e comparar fábricas capazes de fazer a peça. A IA acelera a cotação, mas não substitui o que protege o comprador: amostra aprovada, inspeção antes do embarque e contrato com especificação clara. A própria plataforma diz que um preço muito abaixo dos outros pode indicar desenho mal lido. Esta leitura é nossa, não da Haizol.

Fontes originais

Leitura CSP marca a interpretação da redação; o resto vem das fontes citadas.

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