Elétricos chineses somam US$ 5,9 bilhões em importações no Brasil, mesmo com tarifa de 35%
As compras caíram em julho e agosto, depois da alta do imposto, e voltaram em setembro. Chips de memória ficaram 237% mais caros no total importado.

O Brasil importou US$ 5,9 bilhões em veículos eletrificados chineses de janeiro a setembro de 2026, somando híbridos convencionais, híbridos plug-in e elétricos puros, segundo o CEBC em dados publicados pelo Valor. O valor equivale a cerca de 10% de tudo o que o país comprou da China no período.
Em julho, o Brasil subiu o imposto de importação sobre eletrificados para 35%, de 25% ou 30% antes, conforme as especificações do veículo. As importações vinham subindo mês a mês no primeiro semestre, caíram em julho e agosto e voltaram a volumes significativos em setembro.
Para Tulio Cariello, diretor de conteúdo e pesquisa do CEBC, os números mostram que as compras de 2026 não são só uma corrida antes da tarifa. Ele espera que os elétricos continuem crescendo pelo menos até o fim do ano, porque, segundo ele, a China está de fato estabelecendo um mercado no Brasil, o que os emplacamentos de eletrificados confirmam.
Na mesma pauta de importação, herbicidas aparecem em terceiro lugar entre as dez maiores categorias compradas da China. Em tecnologia da informação, os chips de memória chamam atenção: a quantidade importada caiu 11% entre janeiro e setembro, mas o valor subiu 237%.
Leitura CSP: a combinação de volume menor e valor muito maior nos chips de memória indica preço unitário bem mais alto, algo a acompanhar por quem importa eletrônicos e componentes. Esta conta é nossa, a partir dos dois números do CEBC.
Fontes originais
Leitura CSP marca a interpretação da redação; o resto vem das fontes citadas.
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