Comércio eletrônico transfronteiriço da China cresce só 4,4% até setembro, bem abaixo do comércio total
As vendas online ao exterior somaram 1,75 trilhão de yuans. A Alfândega amplia a inspeção antes do embarque e o envio por estrada e ferrovia.

O comércio eletrônico transfronteiriço da China somou cerca de 2,18 trilhões de yuans de janeiro a setembro de 2026, alta de 4,4%, segundo estimativa preliminar da Alfândega apresentada pelo diretor de estatística Lü Daliang em 14 de outubro, em coletiva relatada pelo Beijing News. As exportações foram de cerca de 1,75 trilhão (+4,6%) e as importações, de 434,05 bilhões (+3,3%).
A pesquisa do primeiro semestre mostra que as exportações são principalmente de roupas, calçados, bolsas e joias e de artigos de casa, cozinha e banheiro, e saem sobretudo de Guangdong, Zhejiang, Fujian e Jiangsu. As importações se concentram em medicamentos e equipamentos de saúde, cosméticos e roupas.
Segundo Lü, a Alfândega estendeu a todo o país o modelo de "inspeção antes do embarque" para cargas consolidadas, para acelerar o despacho e reduzir custos, e passou a apoiar exportações de e-commerce por transporte rodoviário internacional e ferrovia.
Leitura CSP: com crescimento de 4,4% num ano em que o comércio total cresce 18,8%, o e-commerce transfronteiriço chinês entrou numa fase de disputa por margem. Para marcas e importadores brasileiros, a vantagem está menos no canal e mais em escolher bem o fornecedor e a forma de despacho. Esta leitura é nossa, não da Alfândega.
Fontes originais
Leitura CSP marca a interpretação da redação; o resto vem das fontes citadas.
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