Comércio exterior da China cresce 18,8% até setembro, e exportação de chips quase dobra
A Alfândega chinesa registrou o ritmo mais forte em cinco anos. Setembro passou de 5 trilhões de yuans pela primeira vez. O acumulado até setembro foi puxado por eletrônicos, carros elétricos e baterias.

A Administração Geral de Aduanas da China (GACC) informou em 14 de outubro que o comércio de bens somou 39,94 trilhões de yuans de janeiro a setembro de 2026, alta de 18,8% sobre o mesmo período do ano passado. As exportações foram de 23,2 trilhões (+16,4%) e as importações, de 16,74 trilhões (+22,3%). Segundo o vice-diretor Wang Jun, é o crescimento mais rápido para o período em cinco anos.
O ritmo acelerou ao longo do ano: 15,3% no primeiro trimestre, 18,3% no segundo e 22,3% no terceiro. Setembro teve 5,16 trilhões de yuans, a primeira vez que um mês passa de 5 trilhões, com exportações de 3,03 trilhões (+29,6%) e importações de 2,13 trilhões (+24,6%).
A composição mostra para onde a indústria chinesa se moveu. A exportação de circuitos integrados cresceu 99,1%, a de carros elétricos 72,3%, a de baterias de lítio 36,4% e a de aerogeradores e partes 22,4%. O setor de equipamentos respondeu por quase 90% do aumento das exportações, e os bens intermediários já passam da metade do total exportado. Do lado da importação, a importação de componentes de memória cresceu 150% e a de circuitos integrados 56,6%.
As empresas privadas responderam por 22,73 trilhões de yuans (56,9% do total, +19,1%). O comércio com países da Iniciativa Cinturão e Rota somou 20,37 trilhões (+17,1%), 51% do total.
Leitura CSP: o salto em chips e eletrônicos, somado à forte alta na importação de memória, indica uma cadeia de eletrônicos operando no limite. Para quem compra componentes ou produtos com muito conteúdo eletrônico, a negociação de prazo e de reajuste ganha peso no quarto trimestre. Esta leitura é nossa, não da Alfândega.
Fontes originais
Leitura CSP marca a interpretação da redação; o resto vem das fontes citadas.
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